O chat com o senador José Agripino

Posted by: joseagripino on: Outubro 29, 2009

foto senador twitter

Em uma iniciativa inédita no parlamento brasileiro, o senador José Agripino, por cerca de uma hora, respondeu as perguntas de seus seguidores no twitter. No debate, de alto nível, foram muitas as questões sobre sucessão brasileira, Venezuela, política do Rio Grande do Norte, entrada da Venezuela no Mercosul, entre outras. Participaram internautas de todo o Brasil.

José Agripino não pôde responder todas as perguntas, mas as réplicas aos demais questionamentos serão enviadas pela Equipe Agripino.

A entrevista, na íntegra, está disponível aqui.

11 Respostas para "O chat com o senador José Agripino"

Gostaria de parabenizar o senador por esta iniciativa. Eu discordo do senador em quase tudo (tratando-se de política) e sou bastante crítico a vários de seus posicionamentos, mas não poderia deixar de elogiar esta iniciativa de se lançar ao debate, de dar a cara “para bater” (no bom sentido!). Espero que outros parlamentares copiem o exemplo e façam o mesmo.
Abraços.

Obrigado, Jonas.
E continue com suas discordâncias cordiais!

Obrigado também!! Infelizmente eu não pude participar pois tinha um compromisso no horário. Eu estou assistindo o vídeo agora, já tem quase 1 hora de vídeo e não vi até agora nenhuma pergunta discordante e que represente o contraditório… Eu acharia muito importante e saudável para o debate que tivesse tido perguntas assim. Espero que hajam outras iniciativas como essa por parte do senador. De qualquer forma, parabenizo-o novamente!!
Abraços.

oi jose agripino eu nasci em mossoro e moro aqui a 14 anos mais eu adoro tudo que vc faz continuem assim pois jesus te proteje cada vez mais mim orgulho por vc ser mossoroense igual eu eu acho que nos sempre estamos certo deus te abençoen.cliva

A transposição do Rio São Francisco é uma grande fraude, como exemplo pode-se citar: o trecho que chegaria a bacia do rio Apodi no RN não foi nem licitado, apesar disso, o Governo esconde esse fato da população da Região.
João Abner

Vossa Exelência deveria ser candidato a presidencia da república para 2010!

O Projeto de Integração de Bacias tem um erro grave de concepção: ao invés de criar rios artificiais, que ajudariam a amenizar as condições ambientais em seu percurso no semi-árido, optou por criar canais de concreto armado, indicando uma falta de visão de futuro.
O Projeto visa a reter o homem na terra. Particularmente com relação às margens dos canais, onde o Incra fará distribuição de terras, espera-se um grande aumento populacional. É possível que novas cidades cresçam as margens dos eixos norte e leste.
Para onde escoarão o esgoto e a drenagem pluvial das comunidades que surgirão às margens desses eixos? Certamente será para os canais, provocando inundações. Não adiantará nem mesmo fazer campanha pela revitalização dos eixos, visto que não adianta plantar mata ciliar à margem de canais de concreto armado.
Ainda está em tempo de se rever tal política. Como a construção de canais em solo é muito mais barata que a construção em concreto armado, tenho a certeza de que será possível um acordo com as empreiteiras, baixando o custo da obra. Mas, se isso não for possível, qualquer coisa é preferível ao encaixotamento de mais de 700 km de rios (ainda que artificiais).
Como subsídio a esta argumentação, segue endereço de Isabel Regina de Sousa Pereira e de Apolo Heringer Lisboa, coordenador do Projeto Manuelzão:
Canalizar córregos e rios é solução ou mais um problema?
Há mais de meio século as cidades da Europa canalizaram e retificaram seus rios e córregos com o objetivo de se protegerem contra as enchentes que ocorriam regularmente.
Há bem menos tempo São Paulo e Belo Horizonte também fizeram a mesma coisa, sem perceber que estavam contribuindo para piorar o problema das enchentes e privando as cidades da beleza dos rios.
Hoje, na Europa, a maior parte dos rios e córregos já estão sendo revitalizados, ou seja, as canalizações já estão sendo desfeitas e devolvidas as curvas originais dos rios. Para diminuir as enchentes e trazer o peixe de volta.
O que levou as cidades europeias a tomarem a decisão de devolver a forma original a seus rios e córregos foi ter sofrido na pele o mesmo problema de enchentes que hoje são Paulo e Belo Horizonte enfrentam.
É sinal de inteligência aprender com os erros e evitar a reincidência. Por que gastar fortunas em obras de canalização, se já ficou comprovado pela história que isso não resolve o problema de enchentes e acaba com as áreas de lazer?
A maioria de nossas cidades teve um crescimento desordenado e uma ocupação crescente do leito maior do rio, o que tem levado muitas prefeituras a tentarem resolver o problema com a canalização e retificação do mesmo.
A canalização aumenta a velocidade da água e, consequentemente, o seu poder de destruição a jusante, propicia a ocupação e a utilização de áreas sujeitas a inundação, além de exterminar peixes, pássaros e a vegetação dos rios e das baixadas.
Precisamos mudar nossas referências. A história está aí. Não temos que cometer os mesmos erros de São Paulo e de outras cidades, não precisamos desaparecer debaixo d’água para concluir que canalização só faz piorar o problema das enchentes. Antes das canalizações, as canalizações atingiam apenas as áreas próximas dos rios. Depois delas, as canalizações começaram a atingir bairro inteiros, destruindo casas e matando pessoas, como temos visto nos noticiários.
O Projeto Manuelzão estabeleceu a Meta 2010 com o objetivo de navegar, pescar e nadar no rio das Velhas em sua passagem pela Região Metropolitana de Belo Horizonte até o ano de 2010.
As canalizações poderão ser o maior obstáculo para a concretização dessa meta, ainda mais em rios cheios de esgoto “in natura”.
Seja nosso parceiro, não canalize, não aceite canalização em sua cidade. Não podemos aprisionar a natureza num canal. Ela reage violentamente.
O esforço de todos, ações inteligentes e políticas ambientais responsáveis são fundamentais para a harmonia entre o homem e a natureza.
Não queremos que as coisas fiquem como estão. Propomos não canalizar rios, mas tirar os esgotos dos rios. Propomos diminuir o cimento nos quintais, o cimento e o asfalto dos estacionamentos, de ruas pequenas dos bairros e de condomínios. Asfalto só para as avenidas e estradas, pois há outros pisos melhores para a infiltração da água. Às vezes, a enchente de uma cidade vem dos erros cometidos em municípios rio acima, como o desmatamento, os movimentos com terra e areia e a ocupação urbana, que vão diminuindo o leito dos rios. É uma bomba hidráulica que a canalização não resolveu em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em Belo Horizonte.
Há bons exemplos de povos que aprenderam com a natureza a respeitar os rios e a lidar com a água. A água da chuva deve infiltrar no solo onde ela cai e o solo deve estar preparado para isso. Deslocamento anômalo de água carrega solo e contribui para as enchentes. As baixas de expansão dos rios e as lagoas marginais que a natureza produziu durante sua história, os seres humanos destruíram ou ocuparam indevidamente. Esses espaços precisam ser recuperados ou substituídos por outros, em áreas rio acima. A natureza não perdoa as agressões que sofre. A ignorância das leis naturais é nosso maior pecado ambiental. A solução é aprender com os mecanismos de controle que a própria natureza desenvolveu. Vamos, assim, economizar vidas e dinheiro.

Que o senador José Agripino acha da ideia de mudar os canais de revestidos de concreto com membrana impermeabilizante para simplesmente escavados no solo?
No primeiro caso, um rompimento de membrana vai aumentar a vazão de drenagem para fora do canal e o conserto só pode ser feito com o estancamento da vazão de transposição.

Jonas, vc pode ter acesso a todas as perguntas pelo search.twitter.com. A questão é que, de fato, os críticos contumazes do senador como vc., Marquinhus_, cadulessa, alessandro113, etc, não estiveram lá para debater.
Até a próxima.

Eu tava na aula =S e lá e bloqueado… do mal né não?!

Participe do próximo. Agora, temos que esperar um pouco senão cansa.

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