Posted by: joseagripino on: Setembro 28, 2009
Em 1964, o presidente eleito do Brasil João Goulart foi deposto. Houve o que se chama de golpe de Estado, uma fissura no sistema jurídico de um país. Há até interpretações divergentes no sentido de que teria havido um contragolpe. Ou seja, militares, pressentindo que o próprio Goulart tinha a intenção de aumentar seus poderes ilegalmente, derrubaram-no em uma ação armada (cuidado, quem defende essa versão – que não é a nossa – pode ser moralmente massacrado!). Mas ninguém costuma negar que houve uma ruptura institucional e traumática em nosso País.
A classe média brasileira, em parte, até apoiou o golpe, considerando-o preventivo. Esperavam a devolução rápida do poderes aos civis. Entretanto, ocorreu o contrário. Em 1968, com a implantação do Ato Institucional no 5, o regime ficou mais fechado. O resultado é que os militares só deixaram o comando do Executivo em 1985 e o brasileiro só pôde votar novamente para presidente em 1989.
O regime autoritário, aparentemente, se foi. Entretanto, deixou um efeito colateral terrível: o maniqueísmo completo de certos setores da sociedade. Para muitos, quem pensa de forma divergente não merece nem mesmo ser tratado com argumentos, mas com insultos e ataques. Como se a definição de pensamentos ditatoriais fosse: aqueles que não estão de nosso lado são os ditadores! Não percebem como também são autoritários.
Por isso, hoje no País, parece ser impossível debater assuntos como pré-sal, privatizações, movimentos sociais, ações sociais de forma aberta. Antes que as pessoas leiam ou tomem ciência dos argumentos, preferem agredir. Quem é contra uma estatal para cuidar do pré-sal é “contra o Brasil”; quem acha que Zelaya também quebrou a ordem legal é “golpista”; quem coloca objeções as cotas raciais é “a favor da escravidão”; quem acha que o Estado é muito grande é um “não tem sensibilidade social”, quem foi a favor das privatizações da telefonia é “entreguista”! Nesse último caso, costumam atacar o “privatista”, aparentemente sem se dar conta de que levam um celular no bolso.
O caso de Honduras é apenas o exemplo mais recente. A complexa discussão com objetivo de tentar descobrir se o que houve lá foi uma deposição legal ou um golpe é completamente deturpada por aqueles que preferem slogans. Até mesmo a tese de que não há mocinhos no que ocorre na América Central não é aceita – eternamente infantilizados, temos sempre que pensar que há um bem contra o mal.
Os absurdos levam até incoerências como identificar as ditaduras com certa ideologia e não como um mal em si. O resultado é que a escalada de autoritarismo é permitida em países como Líbia, Venezuela, Sudão, entre e outros. Como se o slogan a ser seguido fosse assim: “Ditadura de direita não pode! Mas ditadura de esquerda, pode!”. Nesse estado de coisas, até mesmo quem se posiciona contra todas as ditaduras, não importa a ideologia, também são massacrados.
Parece que, em um primeiro momento as pessoas decidem qual é o seu lado e, emotivamente, não querem mais discutir, apenas rebaixar quem pensa diferente. Acreditamos que essa posição tão agressiva contra é fruto do desespero de saber que o que ocorre no mundo possui muitas explicações (não só uma). E várias dessas tentativas de entendimento podem ser válidas. Infelizmente, a verdade pode estar com quem não concordamos.
(Equipe Agripino)
É o problema que se estabeleceu um padrão moral de quando a “direita” mexe nas leis é golpe mas quando é a “esquerda” que tenta mudar as leis, na base do porrete, se trata de uma revolução “bolivariana”.
Quando o Brasil perdeu as refinarias na Bolívia o governo foi omisso, quando o Equador expulsou as empresas brasileiras sem pagar o que devia o DESgoverno federal deu as costas, quando o Paraguai resolveu aumentar o valor da energia elétrica o Lula bateu palmas pro Lugo, e agora quem critica o cabide de emprego a afilhados políticos é entreguista e anti-patriótico?
Sinceramente, esse desgoverno cada dia dá mais razão pra ser impatriótico, mas acha que forçando uma doutrinação barata (com direito a leis que obrigam os alunos a cantarem o hino do país que pouco representa pra maioria de nós) vai resolver os problemas do Brasil, claro, desde que os empregos dos Petistas e pmdebistas (e seus afilhados) sejam mantidos.
O que ocorreu em Honduras pode acontecer no Brasil a qualquer momento, hora que o PT criar a consciência que a Dilma não vai dar pé, é bem capaz que tentem fazer uma “revolução” fora da lei como a que tentaram fazer em Honduras com o apoio de “presidente maluquinho” e do palhaço do Chavéz.
Digamos que nem sempre a maioria tem razão…Aquele papinho antigo de que a voz do povo é a voz de Deus…há controvérsias.Outro dia ouvi uma senhora dizer que “eles votaram no fulano agora que vão lá cobrar dele”,como se quem não votou no fulano tivésse que ficar calado.Aos poucos começam surgir farpas de censura,veja o caso da propaganda da Havaianas.Nada de errado foi dito,mas tiraram a propaganda do ar.E tem programas que passam coisas muito piores e ninguém faz nada.Porque?Questão de dinheiro?Quando as pessoas aprenderem a se posicionar por si mesmas,sem querer agradar a outra pessoa,talvez alguma coisa aconteça de real nesse País.
Tem nada haver esse teu exemplo das Havaianas. A propaganda gerou protesto de consumidores e de entidades pró-idosos. A empresa foi quem retirou a propaganda do ar para não gerar embaraço junto aos consumidores. Se ela de fato tivesse sido censurada não haveria uma nova propaganda explicando o fato, ela seria tirada do ar e pronto, além disso continua disponível na internet no site da empresa.
Abraços.
Minha opiniao….nem precisa ser dita, vai de encontro as suas palavras, meu caro companheiro;
A maior prova de que o Brasil vive uma ditadura intelectual da esquerda é esta : o Partido da Frente Liberal teve que mudar de nome, mimetizando o partido Democrata norte-américano, para se adequar à hegemônia esquerdista ! Por que não Republicanos ? Por medo da patrulha?
Tão errado quanto a Colômbia permitir as bases americanas é permitir o desarmamento desenfreado e irresponsável que está sendo feito por Brasil e Venezuela.
A Colômbia tem autonomia territorial e política pra decidirem sobre a melhor maneira de se proteger, ainda mais se levar em conta que eles são um país muito menor e sem enormes recursos (comparativamente, se comparado com Brasil e Venezuela) pra dispender um uma corrida armamentista sem sentido.
A Colômbia é um país com soberania plena e com movimentos democráticos que funcionam muito bem, apesar da tentativa de grupos narco-terroristas contrarias e isso, então nada impede eles de resistirem a tentativa do Chavéz (e seu escudeiro Lula) de implantarem um caudilhismo de esquerda.
O problema da Colômbia é complexo. A questão da droga permeia os grupos que um dia iniciaram como guerrilha armada de esquerda, mas hoje são promotores do comércio de entorpecentes.
Agora brow! O Brasil que eu saiba acabou de assinar um contrato com a França para a aquisição de submarinos, que inclusive gerará emprego em nosso país, na indústria naval tão diminuída no período de governo PSDB-DEM, e contribuirá para a produção de tecnologia militar nacional
Ao invés do Brasil virar um “empacotador e montador” de armamento Francês, porque o Brasil não investe nas faculdades e seus centros de pesquisa caindo aos pedaços e que perde cientistas todos os dias que vão pra fora pra terem um salário e um nível de vida dignos?
Não sou idiota de achar que viveríamos em uma sociedade sem forças armadas, mas o acordo militar do Lula a transferência de tecnologia é só na tecnologia de apertamento de parafuso e arrebitamento de chapa, vai vir tudo pronto e a França que vai ter os empregos garantidos lá.
Ao invés de gastar com a compra de um pacote militar francês, o Brasil poderia muito bem ter investido pra desenvolver essas tecnologias aqui, cientistas não faltam, faltam recursos e vontade política.
“Infelizmente, a verdade pode estar com quem não concordamos.” Inclusive com aqueles de quem o senhor discorda?
As dificuldades em se debater assuntos como pré-sal, privatizações, movimentos sociais, ações sociais de forma aberta não são problemas apenas desse governo. Antes, quando a direita ainda estava no poder, já era impossível qualquer tentativa de debate. A oposição também era massacrada e os adjetivos usados para esse grupo eram: vandalos, golpistas, apoiadores da desordem e por aí vai. Realmente, a verdade pode estar com quem não concordamos. Admitir isso é que custa caro, tanto para direita quanto para esquerda. Enquanto isso o Brasil avança lentamente.
Parabéns pelo artigo. Acho que foi perfeito para pensarmos sobre vários ângulos. E infelizmente sou obrigada a concordar com o que li, reflete muitas vezes as situações em que me encontro ao discutir o tema com amigos que idolatram o governo Lula. Como se existisse govermo perfeito e ideal.
Mais uma vez parabéns ao seu blog.
Óbvio que estamos sendo “dirigidos” pelos ANSEIOS DITATORAIS do Foro de São Paulo (fundado por Lula e Fidel).
Alguém ainda tinha alguma dúvida???
A ditadura de esquerda é muito pior, pois utiliza-se de uma “pretensa democracia” pra fazer o que bem entende, desrespeitando as LEIS e os DIREITOS dos POVOS!
Reitero a importância de lerem a carta de Fidel Castro enviada à Chávez, ensinando PASSO a PASSO como “conquistar o mundo” e USAR a todos como MASSA de MANOBRA!
Íntegra da carta em:
http://antiforodesaopaulo.blogspot.com/2009/08/notalatina-transcricao-da-carta-de.html
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E a TIRANIA dos esquerdistas é hoje noticia no mundo:
Na OEA, EUA qualificam volta de Zelaya como ‘irresponsável’
Órgão se reúne após o governo de facto ter impedido a entrada de quatro diplomatas do órgão no país
AE – Agencia Estado
WASHINGTON – O embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA), Lewis Amselem, qualificou hoje como “irresponsável” a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, a Honduras. “O retorno do presidente Zelaya, sem um acordo, é irresponsável e não serve nem aos interesses do povo hondurenho nem àqueles que buscam o restabelecimento pacífico da ordem democrática em Honduras”, afirmou.
“Quem facilitou o retorno de Zelaya tem uma responsabilidade especial de prevenir a violência e promover o bem-estar do povo hondurenho”, acrescentou o embaixador.
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É Lula lá, liderando o GOLPE bolivariano!!!
Muito bom senador. Ótimas considerações
Ditadura de Esquerda:
Transcrição da carta de Fidel para Chávez
http://notalatina.blogspot.com/2009/08/transcricao-da-carta-de-fidel-para.html
O que está em jogo em Honduras e nesse debate é mais do que reinstalar ou não Zelaya no poder. É o poder das ideologias. O que está em jogo é saber qual é o limite da dita soberania de um governo eleito pelo povo. Será ele tão poderoso que pode afrontar a própria Constituição que dá legitimidade à escolha democrática?
Essa ditadura de ideias esquerdistas e o relativismo cultural que tentam nos impor é o começo para a derrocada das liberdades.
Em “eras de Internet” não há mais como disseminar uma MENTIRA por muito tempo.
(podem dar adeus à estratégia de Goebbels e de seu miquinho Franklin Martins…)
A VERDADE aparece!
Doa a quem doer…
” Estados Unidos acusó hoy al depuesto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, de agravar la crisis institucional en su país tras su regreso, y le demandó que deje de “hacer alegatos sancionales”.
La reprimenda estadounidense ante el Consejo Permanente de la Organización de Estados Americanos (OEA) contrastó con la mayoritaria condena de los países miembros contra las recientes medidas adoptadas por el gobierno de facto hondureño.
Lewis Amselem, representante interino de Estados Unidos ante la OEA dijo que el regreso de Zelaya a Honduras “no ha servido” a los esfuerzos diplomáticos para resolver la crisis derivada tras el golpe del 28 de Julio que lo depuso del poder.
“El regreso fue irresponsable” dijo Amselem, quien hizo extensiva esta actitud a los países que permitieron la semana pasada el retorno de Zelaya, actualmente refugiado en la Embajada de Brasil en Tegucigalpa.
“Zelaya y aquellos que facilitaron su regreso, son responsables por las acciones de sus seguidores”, dijo el diplomático, quien evitó cualquier alusión a la investidura del ex-mandatario. ”
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Comento:
Finalmente o neo-comunista Hussein “contribui” com algo que preste… embora “tercerizado”…
Quem são eles?
Quem são os sessenta aliados de Zelaya que estão na embaixada brasileira? Alguém do Itamaraty fez um levantamento desse pessoal, como seria obrigação oficial deles? Tem algum membro do primeiro escalão do governo Zelaya por lá? Tem algum juiz da suprema corte? Tem algum parlamentar simpatizante? Tem alguém do partido político de Zelaya?
Ou são somente bucha de canhão? Pobres coitados a servirem de escudo para o imperador? Ou estarão ganhando salários para este trabalho sujo?
(PoPA)
Pois é, no Brasil a juventude anda com camiseta no Che e na verdade, não sabe nem quem ele foi. Tenho a sensação que a “história” é ensinada e aprendida somente de um lado.
Os conceitos estão deturpados, liberdade de expressão virou esculhambação, pode – se tudo se discute sobre tudo e na verdade não se resolve nada.
Não vivi a ditadura propriamente dita, nasci em 1981, mas vejo muitas pessoas reclamando de que naquela época a vida era melhor. Para ser sincera, vendo hoje o cenário político que temos, parece que as “diretas já” foi uma alavanca para muitos tirarem a “sua ditadura do bolso” como vemos hoje.
Essa ditadura intelectual é cega… Qualquer coisa que se fale é preconceito, não se pode chamar Chávez de autoritário, afinal de contas ele é da esquerda. Para alguns, Cuba é um modelo, para outros o socialismo é fantástico… Quando na verdade a história prova que o socialismo é um regime autoritário.
O Brasil vive uma crise de conceitos e sigificados, as palavras são todas deturpadas. No meu entendimento não vivemos uma democracia, estamos vivendo uma Oligarquia não declarada e o debate de idéias fica restrito ao que o Governo acha interessante.
A conspiração bolivariana exige o bloqueio do caminho eleitoral
por Augusto Nunes
28 de setembro de 2009
Ao instalar na embaixada em Tegucigalpa o ex-presidente Manuel Zelaya, deposto por tentativa de estupro contra a Constituição, o Brasil colocou Honduras a um passo da guerra civil, registrou o artigo “A política externa da canalhice”, postado no dia em que a representação diplomática em Honduras foi reduzida a cortiço central do amigo bolivariano. Urdido por Hugo Chávez e executado pelos lacaios da vizinhança, o plano sórdido começava pelo bloqueio do calendário eleitoral. Era essencial impedir a realização das eleições presidenciais de novembro, o caminho mais curto e mais seguro para a plena normalidade democrática.
Até então, a vida em Honduras seguia seu curso. A imprensa publicava o que queria, ninguém fora preso, os partidos e seus candidatos concentravam-se na campanha eleitoral. As primeiras provocações de Zelaya levaram ao toque de recolher. Seus desdobramentos obrigaram o governo interino a decretar o estado de sítio.
O mandato que Zelaya não soube honrar terminará em janeiro. Se não houver um presidente eleito, haverá a partir daí um governo ilegítimo, seja qual for o inquilino do palácio presidencial. Nessa hipótese, a política externa da canalhice terá incorporado a seu prontuário o assassinato da democracia hondurenha. Hugo Chávez vai ficar muito feliz.
I’m so sorry..
Hoje tô sem muita paciência pra rebater “argumentações” de quem tem preguiça de se informar.
(Chamem de TPM.. tô nem ae..)
Pesquisem.
Depois debateremos.
Honduras contra a mentira global
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 28 de setembro de 2009
Se algo os acontecimentos recentes em Honduras confirmam, é aquilo que venho dizendo há anos: quem quer que, sem ser esquerdista, preste algum favorzinho aos esquerdistas, acaba sendo acusado por eles de fazer exatamente o contrário do que fez, de ser um direitista feroz e intolerante que só os persegue, maltrata e atemoriza.
Em 28 de junho, a Suprema Corte de Honduras determinou a prisão do presidente Manuel Zelaya por ter infringido a Constituição e ameaçado usar a força contra o poder legislativo. Os militares, em vez de executar a ordem, deixaram-se enternecer pelo desgraçado e permitiram que ele escapasse para a Costa Rica. Resultado: a esquerda mundial inteira os acusa de ter “expulsado” Zelaya, de ter dado um “golpe”, de ter “rompido a estabilidade das instituições”.
Se tivessem prendido o delinqüente e o levado a julgamento, a esquerda mundial poderia estar tão enfezada quanto está agora, mas não teria nenhum pretexto para dizer essas coisas. Teria de inventar outras mentiras, mais trabalhosas, menos persuasivas.
Não sei quantas décadas ou séculos de experiência e de sofrimento inútil a humanidade ainda precisará para compreender que indivíduos contaminados pela mentalidade revolucionária não são pessoas normais, confiáveis, das quais se possa esperar lealdade, gratidão, bondade ou acordo racional, mesmo em doses mínimas.
A história está repleta de casos de conservadores, católicos, protestantes, judeus, que arriscaram suas vidas para salvar comunistas perseguidos. Não consta dos anais do mundo um só episódio de comunista de carteirinha que tenha feito o mesmo por um reacionário, um só exemplo de radical islâmico que tenha arriscado o pescoço para livrar um infiel das garras dos aiatolás vingadores.
A mentalidade revolucionária não admite leis ou valores acima do poder revolucionário, não conhece caridade ou humanitarismo exceto como expedientes publicitários a serviço da revolução, não admite lealdade senão ao aparato revolucionário, não aceita a existência da verdade senão como simulacro de credibilidade da mentira revolucionária.
Com toda a evidência, é assim que funciona a mente dos srs. Luís Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Marco Aurélio Garcia e demais próceres do Foro de São Paulo.
O sr. Lula acaba de dar mais um exemplo da sua mendacidade revolucionária infatigável, ao afirmar que o governo brasileiro nada sabia do retorno de Manuel Zelaya a Honduras, quando o próprio Zelaya confessa que foi tudo combinado com o sr. Marco Aurélio Garcia.
Colaboracionistas em profusão, espalhados pela mídia internacional, apressam-se em alardear que a presença do presidente criminoso na embaixada brasileira desestabiliza o regime hodurenho e o predispõe a concessões. Isso é pura guerra psicológica. Quem quer trégua não priva o inimigo de água e comida, nem atira nos agentes chavistas que o apóiam, camuflados de cidadãos hondurenhos. Quem está desestabilizada é a “ordem global”, que mostrou toda a sua fraqueza, todo o seu desespero, ao ficar provado que, para destruí-la, basta um povo pequeno e corajoso dizer “Não”.
Não acreditem em jornalistas que lhes apresentam a crise hondurenha como uma questão de aceitar ou rejeitar Zelaya na presidência. Esse problema nem sequer existe. Como presidente ou como cidadão, há uma ordem de prisão contra ele. Recolocá-lo no Palácio Presidencial é apenas garantir que ele irá para a cadeia com honras de chefe de Estado. Honduras não está lutando para se livrar de um político safado, mas para assegurar que a ordem legal e constitucional do país valha mais que a opinião de bandidos e tagarelas estrangeiros autonomeados “consenso internacional”.
Para lidar com essa gente, toda precaução é pouca, toda suspeita é modesta, toda conjeturação de motivos sórdidos corre o risco de ficar muito aquém da realidade. Os hondurenhos parecem ser o primeiro povo do mundo que percebeu isso.
Aluguem já imaginou o serviço que o PT teria prestado a Democracia brasileira se quando era oposição a praticasse com inteligência? O Brasil de hoje seria muito melhor, não existiriam aloprados, mensalão, retorno de Zé Laya a Honduras…….. fazer oposição apenas por ter que fazer oposição, não é nada racional, o Lula de hoje que o diga.
As patrulhas ideológicas descritas no artigo, são as piores que já experimentamos, pois não são apenas maqueístas. Elas nascem de um preconceito a certas posturas. como todo preconceito é filho da ignorância, mas agora está na moda bancar o intelectual. Isto é terrível para o debate de idéias que carecemos. Está se criando um paradigma cultural em cima de uma falsa premissa e isso leva ao retrocesso. Intelectualóides estão na moda. As ONGs-do mal, estão repletas. Tem oportunistas, bancando o intelectual, também entre os falsos líderes das falsas “cooperativas”.
As patrulhas ideológicas descritas no artigo, são as piores que já experimentamos, pois não são apenas maniqueístas. Elas nascem de um preconceito a certas posturas. como todo preconceito é filho da ignorância, mas agora está na moda bancar o intelectual. Isto é terrível para o debate de idéias que carecemos. Está se criando um paradigma cultural em cima de uma falsa premissa e isso leva ao retrocesso. Intelectualóides estão na moda. As ONGs-do mal, estão repletas. Tem oportunistas, bancando o intelectual, também entre os falsos líderes das falsas “cooperativas”.
Guardião ???
No momento em que Stalinácio chama o governo de fato de “golpista” já está tomando partido, inabilitando-se a ser mediador de PN!.
Além de estar infringindo a Constituição Brasileira!!!
Título I
Dos Princípios Fundamentais
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I – independência nacional;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não-intervenção;
Além disso..
Foi o Apedeuta que cortou relações diplomáticas com Honduras e retirou o embaixador de lá!
Agora acha “estranho” que Honduras queira que o Brasil feche a tal “abaixada bunker”???
Decida-se grandecíssimo Ignorácio!
Lendo o texto me sensibilizei e já estava pronto para fazer elogios, contudo, tenho o hábito de antes de emitir opinião, voltar ao principio do texto e foi nesse ponto, que mudei toda minha opinião quase formada, visto que o título faz o seguinte questionamento “O Brasil vive uma ditadura intelectual de esquerda?” e isso foi o bastante, a palavra “esquerda” derrubou todo trabalho de um texto, que deve ter absorvido horas para sua elaboração, a inclusão da referida palavra deu força a um sentimento, que o autor queria demonstrar não ter, o “maniqueísmo”.
Senador Agripino,
Esse foi um dos raros post’s interessantes que você postou aqui. De fato questionar se há uma hegemonia de pensamento pró-esquerdista nas universidades e grandes centros intelectuais é uma grande sacada.
Mas vou, na minha opinião de leigo, responder seu questionamento de forma simples: Existe uma hegemonia (e não ditadura) intelectual pró-esquerda porque simplesmente os intelectuais de direita perderam a batalha faz tempo!
Quem não lembra ou já ouviu falar de histórias de militares ou civis pró-golpe64 que eram inseridos nas universidades com o objetivo de delatar subversivos e de manter o pensamento militarista de direita em voga na intelectualidade?
Os movimentos sociais na época dominaram o cenário e dominam até hoje porque a intelectualidade (conseqüência do domínio nas universidades) foi conquistada hegemonicamente pelo pensamento de esquerda. A fundação do PT e a vitória de Lula em 2002 e 2006 nada mais são do que conseqüência disso.
Carlos Lacerda foi o último grande intelectual de direita que o país teve. Depois de sua morte a direita perdeu um referencial (embora eu ache que o próprio Senador tem feito esforço para preencher esse vácuo e até o momento tem o feito bem)
Vencer a intelectualidade de esquerda no Brasil só será possível quando cobra criar asa. É praticamente impossível, porque a universidade pública brasileira já nasceu com o perfil de contestação as estruturas oligárquicas, ao modelos de desenvolvimento social pregados pelo liberalismo e neo-liberalismo e ao próprio modelo de sociedade em que vivemos.
Agora, nobre Senador, lhe rebato com outra pergunta: “A mídia brasileira vive uma ditadura informacional de direita?”
Se por um lado a intelectualidade é predominantemente de esquerda sabemos que a mídia não é. E pode ter certeza que o primeiro assim o é porque o segundo possuiu essas atribuições.
Forte abraço e meus sinceros e raros parabéns pelo post!
Sobre a doutrinação na escola, vale a pena dar uma olhada nesse site:
http://www.escolasempartido.org/
Aqui tem vários exemplos de como a doutrinação política de extrema esquerda é feita para envenenar a mente de crianças com valores falidos da ex-URSS e China de Mao.
Há SIM uma Ditadura.
Velada.. mas REAL!
Marcus,
É uma absurdo afirmar-se que Esquerda é bom e Direita é ruim, como alguns tem pretendido “pregar”.
Extremismos SEMPRE são FUNESTOS.
Agora, criou-se uma falácia de que ser de direita é demérito.
Nada mais falso!!!
Ideologias diferentes é que pautuam a Democracia (que muitos oportunistas tentam USURPAR de diversas formas).
Se ser solidário é falido, tudo bem!
Se ser humano é falido, tudo bem!
Se ser igualitário é falido, tudo bem!
Se ser democrático é falido, tudo bem!
Esse são preceitos da antiga URSS, da China de Mao, da França de Voltaire, do Brasil de Anísio Teixeira e de Paulo Freire e na Bíblia de Cristo!
Se foram cumpridos ou não, aí é outra estória da História
A escola e a universidade são espaços da sociedade e, como tal, devem representar aquilo que a sociedade pensa de forma análoga. Se a universidade e a escola são assim hoje é porque a História construída no Brasil assim o fizeram, não é culpa desse ou daquele governo. Aconteceu isso no de Collor, aconteceu no de FHC, no de Lula e vai acontecer no de Dilma. Não são políticas de governo que mudam isso, é um aspecto socio-cultural. Tá formulado em “n” teorias da Pedagogia (minha área é administração de empresas) como a “pedagogia do oprimido” e se intensificarão a medida em que universidade e escola passem a servir cada vez mais à sociedade como vem acontecendo no Brasil.
Marcus,
Sugiro-lhe assistir ao documentáro “The Soviet History” antes de falar abobrinhas….
Sou pedagoga. O foco da pedagogia do oprimido é o de discussão dos problemas do Brasil e a formação do carater crítico dos estudantes. Te pergunto, as escolas e universidades estão formando pessoas críticas ou estão formando pessoas “prontinhas” sem a capacidade de argumentar e criticar?
Em Porto Alegre por exemplo, se instituiu ciclos na época do governo de “esquerda”do PT. O que aconteceu foi uma montanha de gente “formada” que sabia ler e escrever e fazer continha de mais e menos. Como essa gente passa no vestibular? Com cotas, bolsas, etc… Isso é correto? No meu entendimento não e principalmente tendo a absoluta certeza que o ensino público no Brasil é falido. Veja um estacionamento de universidade pública por exemplo… Veja a marca dos carros e quem estuda nela. Na falta de aperfeiçoar a educação pública se cria cotas é o mesmo que remediar sem resolver.
As “n” teorias pedagógicas existem, mas é difícil se implementar uma sem ficar deturpada no Brasil. Mas deturpação de conceitos é nossa marca maior… Nada mais triste do que ver alguém com a camiseta do Che, pixando a palavra liberdade em prédio público, andando de carro importado sem precisar trabalhar e se dizendo socialista.
Brow! Abobrinha fazia tua avó pra tu comer com jiló, blz?!
Os caras vem falar que não existe democracia no debate da intelectualidade brasileira porque ela é toda de esquerda e vem com uma dessas, hauahuahua, #adoro
Só que conhece a história da URSS são os russos então perguntemos aos russos e não a um documentário da BBC ou do History Chanel (sei nem se é de lá isso aê)
E se as abobrinhas que sua avó lhe dava com jiló não afetaram sua capacidade de ler eu vou colar aqui denovo pra ver se deixa mais claro minha opinião a respeito:
“Se foram cumpridos ou não, aí é outra estória da História
”
Valeu Broder!
Ô Marcus, bródi…
Fala sério..
Até hoje não vi nenhum argumento seu que valesse a pena ler (sequer levar-se em conta)
Sinto muito.. mas sua abobrinha tá pior que pepino murcho…
Letícia,
Ciclos estes instituídos também em São Paulo pelos gente boa praça Geraldo Alckimin e José Serra. Olha Letícia, fiz meu 2º grau em escola pública e passei no vestibular da UFRN em 6º lugar na época. Refiz ele ano passado só pra “brincar” e passei em 4º lugar, uma diferença de 5 anos de um para o outro. Nas universidades tem muita gente que veio de escola pública e que ralou muito pra estar lá e que rala muito pra continuar e sair de lá. Agora se você pensa que as universidades são lugares para o mérito, então blz, não vou nem discutir cotas.
Agora concordo com você, tem muita gente de classe média alta nas universidades. Simplesmente porque o acesso ao ensino superior no Brasil ainda é elitista. Mas que bom que existam pessoas que compartilhem ideais de Che, não é preciso ser liso para procuar viver em um mundo melhor na visão do revolucionário.
Entretando o foco do post é a intelectualidade brasileira e se tratando nas universidades, de professores, pós-graduandos e pesquisadores e não dos alunos de graduação. Embora mais numerosos, uma graduação hoje em dia lhe prepara muito mais para o mercado do que para efetuar reflexões sobre a sociedade, salvo cursos de humanas e alguns de sociais aplicadas.
Aê Re!
Então não leia, simples assim =D
Marcus,
Você deixou bem claro seu posicionamento, só não entendeu quem não quis, alguns aqui querem debater com o argumento do samba de uma nota só.
Setembro 28, 2009 às 2:27 pm
Essas questões todas levantadas não são ‘de direita ou esquerda’. Não é necessário se alinhar a um ser a favor ou contra de acordo com a ideologia política.
No caso de se falar em golpistas ou não, trata-se de acreditar que houve um golpe em Honduras apenas.
O maniqueísmo geralmente vem dos dois lados, não só da esquerda.
Abrs.
Setembro 28, 2009 às 2:30 pm
O maniqueísmo vem dos dois lados sim. Mas parece haver hoje um maniqueismo reativo.