Posted by: joseagripino on: Setembro 26, 2009
O que ocorreu em Honduras? Dê sua opinião livre e, se possível, justifique. Obrigado!
1)Golpe de estado – Forças golpistas alinhadas com o presidente de fato, Roberto Micheletti, depuseram um presidente eleito democraticamente.
2)Deposição legal – No momento em que o presidente Manuel Zelaya promovia um golpe, alterando cláusula pétrea da Constituição, contra posição do Congresso e do Supremo, depuseram-no como previa a lei.
3)Contragolpe – Discussão sobre processo de saída de Zelaya, que estava ocorrendo sob aval do Congresso e do Supremo, foi atropelada pelo Exército – autor do golpe – no momento em que o presidente insistiu em realizar referendo tido como ilegal.
Perdoe-me Senador,
Não há o que discutir.
O FATOS são incontestes.
nao precisava colocar a imagem, a Globo ja fez seu serviço e que desesviço.
Golpe de Estado
Zalaya foi destituído LEGALMENTE por crime de traição à pátria, entre outros.
São 18 processos contra o meliante!
Coitado, o pais mudou nao presisamos de pessoas como voce para dar palpite.
clóvis,
Eu dou “palpite” e embaso meus argumentos com documentos, leis e FATOS.
Vc é que não apresentou nenhuma evidência (sequer indícios) de que sua opinião é melhor do que a minha.
Concordo com a opinião de que o fato que ocorreu em honduras foi uma deposição legal.
Se atitudes como essas forem toleradas e aplaudidas, daqui a
pouco todos os presidentes vão querer perpetuar seus mandatos indefinidamente…
Entao voce aplaude o que Fujimore fez no Peru, aceitou a compra de votos para reeleger FHC, o que nao pode é referendo popular, ainda bem que a elite esta acabando neste pais.
Não há dúvidas de que foi uma deposição legal.
A deposição de Zelaya foi determinada pela Justiça de Honduras.
A Constituição de Honduras regula a matéria, diferentemente de outros países.
Não se pode impor norma de um país em outro, pois isso contraria o princípio de não ingerência.
O sofisma usado pelos governos de esquerda da América Latina para isolar Honduras tem finalidade distinta do seu real objeto.
A realidade é o receio de que isso possa ocorrer no seu quintal, quando burlarem os freios legais, através de plebiscitos.
Leia mais em http://observatorio.virtual.74.zip.net/
A deposição de Zelaya foi determinada pela Justiça de Honduras.
A Constituição de Honduras regula a matéria, diferentemente de outros países.
Não se pode impor norma de um país em outro, pois isso contraria o princípio de não ingerência.
O sofisma usado pelos governos de esquerda da América Latina para isolar Honduras tem finalidade distinta do seu real objeto.
A realidade é o receio de que isso possa ocorrer no seu quintal, quando burlarem os freios legais, através de plebiscitos.
Leia mais em http://observatorio.virtual.74.zip.net/
em tempo…
É bom lembrar que as cédulas da “encuesta” foram impressas pela… Venezuela.
E tempos depois do Zé Laia ser deposto foram encontradas Planilhas “oficias”(???) com o RESULTADO da “encuesta” que não houve.
Adivinhem se ganhou o “sim” ou o “não”?
Leia aqui a ORDEM DE CAPTURA DE MEL ZELAYA:
http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=1052
Tegucigalpa M.D.C., 25 de Junho de 2009.
República de Honduras
Ministério Público
Querem mais?
“Quarta Urna” de Zelaya estava apurada.
O resultado do referendo para garantir a sua reeleição, que seria promovido pelo ex-presidente golpista Manuel Zelaya, já estava apurado, conforme atas preenchidas que foram encontradas na Casa Presidencial.
A fraude estava organizada nos mínimos detalhes.
Os fiscais eleitorais mostraram a Imprensa, como uma das dezenas de exemplos, uma ata eleitoral do Instituto Técnico Luiz Bográn, de Tegucigalpa, onde é especificado o número de pessoas que participaram da mesa 345, onde se contabilizaram 550 cédulas das quais 450 era favoráveis à Zelaya, 30 eram contra, 20 estavam em branco e 30 eram nulos.
Enfim,
Não adianta o bufão Chávez, Lula e Amorim (leia-se Marco Aurélio top top Garcia, que é quem “manda” mesmo)) virem con conversa mole de “golpismo”.
As PROVAS mostram exatamente o contrário!
Ah sim.. esqueci…
O próprio Lula já deu a “pista”, meses atrás, do porquê é tão importante repor o golpista de volta na presidencia daquele pequeno país:
“Imagina se a moda pega” (Lula da Silva, ao se referir a Honduras em agosto de 2009)
Pois é…
Se a “moda pegar” é o fim dos caudilhos de esquerda da América LatRina.
Zelaya foi destituido legalmente, de acordo com Constituição hondurenha. Agora, o Foro de São Paulo, cujo chefe é Lula, não aceita pois o exemplo significa uma ameaça ao seu projeto totalitario.
Deposição Legal!!
Em Honduras, bem ou mal, para proteção dos direitos democráticos e refletindo o trauma do golpe sofrido, a Constituição tem sete artigos que não podem ser revogados ou emendados (cláusulas pétrias), incluem da duração do mandato presidencial até a tentativa de alterar a Constituição, pois bem, foi aí que o Presidente Manuel Zelaya, um NEO socialista, abriu espaço para que fosse afastado, o Artigo 239 é bem claro e diz: “Nenhum cidadão que já tenha ocupado o cargo de chefe do Executivo poderá ser presidente ou vice-presidente. Quem violar esta lei ou propuser sua reforma, bem como quem apoiar direta ou indiretamente tal violação, cessará imediatamente de desempenhar suas funções e estará impossibilitado de ocupar qualquer cargo público por um período de dez anos.”
Acredito que as Leis Hondurenhas não precisariam ser mais claras…
Sugiro a todos a leitura da Ordem de Captura de Zelaya
(no link do Heitor de Paola, traduzido para o português, que postei acima)
Lá tem TODOS os crimes – e leis correpondentes – cometidos pelo aprendiz de chávez.
errata 1 : correSpondentes
errata 2: “quase” todos os crimes.. a fraude do referendo foi descoberta em julho
O que houve em Honduras foi um Golpe de Estado. Isso não tem nem o que discutir. E a segunda opção desta enquete é por si só tendenciosa quando pergunta “depuseram-no como previa a lei”. Isso quer dizer o quê??que Golpe de Estado está previsto na Carta Magna de Honduras??Ele foi eleito democraticamente e se alguém tivesse que o tirar que fosse pelas urnas. Essas relativizações da Direita chegam a ser repugnantes. Eu via muitos direitistas referirem-se, de forma desonesta e sórdida, aos referendos promovidos na Bolívia, Equador e Venezuela como golpes. E agora evitam a falar que o que houve em Honduras foi um golpe. Porquê??Porque Zelaya é de esquerda??Será que estes mesmos direitistas cínicos vão chamar o referendo colombiano, se este vier mesmo a ocorrer, de Golpe mesmo Ulribe sendo de direita??Vou esperar pra ver até que ponto vai este cinismo.
Repito: O que houve em Honduras foi um Golpe e é louvável a atuação da diplomacia brasileira em solidarizar-se com o presidente Zelaya na defesa da democracia no nosso continente. Com isso, a politica externa brasileira, pra desespero e esperneio da Oposição, consolida sua posição de liderença regional e o indiscutível respeito internacional que vem alcançando ultimamente.
jonas,
Tenho que discordar.
Ser eleito não dá impunidade contra crimes.
E o Brasil está SIM interferindo indevidamente em outro país.
Imagine-se o Collor se refugiando na embaixada Hondurenha no Brasil (supondo-se) e fazendo comício lá de dentro incitando os correligionários a insurgirem-se contra o Impeachment.
E, pior, o presidente de Honduras EXIGINDO que o Brasil coloque Collor de volta na presidência.
Aí vc iria dizer que Honduras está afrontando a soberania do “noçopaíz”, não é mesmo?
O Senador está com total razão.
O partido do Zé Laia é de direita.
O “causo” é que ele foi seduzido pelas idéias de governo perpétuo do bolivarianismo chavista.
Re,
Foi-se o tempo que Golpe de Estado era problema só do país envolvido. A comunidade internacional deve sim rechaçar, boicotar e inviabilizar de todas as formas todo e qualquer governo golpista e prestar solidariedade ao presidente democraticamente eleito. Isso não é interferência não, meu caro. O mundo não pode fechar os olhos pra um atentado à democracia num país, como se nada tivesse acontecido. O Brasil está corretíssimo, enquanto liderança regional que hoje representa e diante do grande respeito internacional que tem conquistado, em apoiar a legalidade em Honduras. Boicotar o governo de facto e fornecer amplo apoio ao Presidente Zelaya é um dever a ser cumprido pelas nações democráticas.
Ah sim Jonas…
Uribe tb fez bobagem.
Mas pelo menos o 3º mandato foi aprovado pelo Congresso (que é quem tem a prerrogativa para discutir e alterar as leis, se for o caso).
No caso do Zé Laia, o Congresso e a Suprema Corte consideraram ILEGAL até mesmo o referendo, que infringia uma Cláusula Pétrea (significa que não pode ser mudada!).
E o meliante teimou mesmo assim, desobedecendo as ordens judiciais, e inclusive ROUBANDO as urnas que haviam sido confiscadas pelo TSE e estavam sob a guarda das Forças Armadas.
Bom, os referendos dos países que citei, até onde se sabe, não tem nada de diferentes em relação ao promovido na Colômbia, ou tem??
Em Honduras o que houve foi a proposta de uma consulta à POPULAÇÂO sobre a eleição de uma Assembléia Constituinte que reformaria a Constituição. Nisso muita gente está vendo afronta à democracia, no golpe de estado não. É incrível!
Ai ai meus sais…
Jonas.. releia tudo que postei.
Não vou repetir tudo…
A Constrituição Hondurenha NÃO PERMITE a tal consulta que vc quer. O Supremo VETOU!
concordo com tudo que voce disse parabens.
Foi um Golpe de Estado. Um crime contra os princípios Democráticos.
deposição legal
se foi um cotra golpe ou uma deposição legal nao dá pra saber ainda , pois as informações não foram levantadas corretamente …
mas com certeza golpe Não foi …!!!!
depuseram um golpista isso sim
Deposição legal.
Já não bastava o Timor Leste e o Haiti? Lula, Chavez, Evo e Zelaya… Daqui a pouco Ahmadinejad passeia na América.
Enquanto Lula se perde em delírios de tirano, o povo brasileiro (que o elegeu) precisa de escolas, unidades de saúde, hospitais, segurança, saneamento básico… Uma vergonha.
Claro que foi golpe, alias a posição do mundo todo sobre esse caso é de golpe. O que poucos sabem é que Zelaya não quis dar diretamente um golpe, o que ele quis era consultar a população sob a forma de um plebiscito e não alterar a Constituição arbitrariamente. Se a constituição local não permite tal plebiscito o que poderiam fazer era no máximo depor Zelaya e deixar o vice-presidente em seu lugar e/ou fazer uma eleição presidencial na semana seguinte.
O engraçado é que soldados, de madrugada, apontam um fuzil na cabeça do presidente eleito democraticamente, dizem que ele não é mais o presidente, colocam-o num avião e o mandam pra um país vizinho ……..e depois dizem que isso não é Golpe.
Olha, eu não votei p/ o Lula, mas a opinião pública mundial e o Conselho de Segurança da ONU está o apoiando. Eu leio periodicamente este blog e nunca li uma notícia em que o Senador José Agripino ao menos reconhecesse uma ação do pres. Lula. No twitter é a mesma coisa, só reclamação. Oposição boa é aquela que critica e diz a real solução !
Emanuel,
Pera lá que a história não foi bem assim…
O Exército estava cumprindo uma Ordem Judicial de busca, apreensão e prisão.
Trecho da Orde de Prisão – traduzido:
“devido à alta investidura que ostenta como alto Funcionário do Estado e existindo perigo de fuga pela gravidade da pena que possa impor-se ao imputado como resultado do processo, razão pela qual solicito se ordene inspeção de moradia para apreensão do acusado JOSE MANUEL ZELAYA ROSALES, para evitar a fuga do imputado e a destruição, perda ou ocultação das provas ou evidências com o fim de lograr a impunidade dos delitos que se imputam ao acusado, e sendo que conforme o Artigo 33 da Lei da Administração Pública, os secretários de Estado são colaboradores do Presidente da República, em conseqüência e tendo o titular da Secretaria de Estado nos Despachos de Segurança, através da Polícia Nacional, a faculdade legal de fazer efetivas as ordens de captura emanadas de autoridade competente, porém, devido ao conflito de interesses e ao temor fundamentado que tem o Ministério Público, que não se execute a ordem judicial, razão pela qual solicito que uma vez emitidas as ordens correspondentes de captura, se instrua as Forças Armadas de Honduras, através do Chefe do Estado Maior Conjunto, que tem a prerrogativa de ordenar que as Forças Armadas façam cumprir os mandamentos da Constituição, as leis e Estatutos, procedam à efetiva ordem de captura do agora acusado.”
Para evitar tumultos no país o chefe do exército na ocasião optou por permitir que um avião venezuelano transportasse Zelaya para a Costa Rica (até mesmo para preservar a integridade física do meliante).
Foi o erro que Chávez aproveitou, acusando como golpe o que teria sido apenas um espécie de “asilo”.
Gente,
Fala sério.
Leiam os documentos.
Re
As Leis num País democratico, devem representar a vontade da maioria da população, por esse motivo as constituições são abertas a alterações por vontade popular, o contrario disso é absolutismo. O fato de um juiz da suprema corte achar que deva prender o Presidente do executivo para apuração de denuncias, não passa de maquilagem de um Golpe de Estado, caso assim não o fosse, para que impedir o acesso da imprensa internacional?, para que fechar as fronteiras do País?. Todos os Países de Governo Democratico estão posicionados contra a expulsão de Zelaya.
Adenor,
Porém…
Quem pode propor alteração na Constituição é o Legislativo.
É expressamente proibido ao Executivo (em Honduras) propor uma nova constituinte.
As leis de lá são diferentes das nossas.
É direito deles fazerem a Constituição que quiserem.
Ninguém externo ao país pode se meter nisso.
Claro, por isso que Zelaya queria fazer uma CONSULTA POPULAR e não um projeto de lei! Entendam meus caros: se a constituição não permite que o Presidente a altere, e isso até a nossa é assim, quem irá alterá-la? O Congresso, óbivio! Como é que se faz para que o Congresso mude uma constituição? Apresentando as demandas da sociedade!
Pronto, agora pensa aí os legalistas e constitucionalistas de plantão!
“Se a constituição local não permite tal plebiscito o que poderiam fazer era no máximo depor Zelaya e deixar o vice-presidente em seu lugar e/ou fazer uma eleição presidencial na semana seguinte.”
O vice-presidente, Elvin Santos, já havia renunciado antes da deposição de Zelaya para poder participar das eleições de novembro. Micheletti era o próximo na linha sucessória como presidente do Congresso.
Me parece que a constiuição hondrenha é clara. Golpe do Zelaya e um extremismo do exército, comandado pelo lealmente empossado presidente do legislativo Micheletti. Como os políticos são de 5a. categoria, utilizam recursos de governos de 9a categoria (Chavez/Lula) para gerar polarizações na mídia.
Desconheço qual seria o tâmite legal e recursos possíveis pela lei e constituição hondurenha, mas a remoção do Zelaya e agendamento de novas eleições me parece o caminho legal. Lembram do impeachment do Collor, teve todo um trâmite, um tempo, e em Honduras o poder foi tomado repentinamente, mas a constituição deles prevê isso.
Adiciono também o que consta na Wikipedia ainda com ressalvas, mas existiu motivo sim, a forma me parece exacerbada também. Um erro não justifica outro. http://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_militar_em_Honduras_em_2009
Querem a solução?
As eleições (que já eram previstas antes e não foram alteradas)estão marcadas para novembro!
- Pois é… o governo atual é tão golpista que nem desmarcou as eleições, não tem presos políticos e todos podem se manifestar, até mesmo o Zé Laia poderia indicar um candidato do seu partido se quisesse -
Os candidatos estão em franca campanha. São 8 candidatos.
Deixem o povo hondurenho escolher o seu futuro, democraticamente, nas urnas !!!!
Não metam o bedelho onde não foram chamados!!!
Putz.. ein?
O fato de existirem Leis em Honduras que Impeçam a proposição da re-eleição, não descaracterizam o golpe militar aplicado, existem tramites a ser seguido para se punir violação ás leis, tirar um presidente do seu País na calada da noite e não permitir seu retorno é GOLPE em qualquer parte do mundo. Questionar o fato, só pode partir de filhos da ditadura, que tentam golpear o povo, dando a nomenclatura de Democratas a um Partido Político formado pela superfluidade dos políticos brasileiros, deveria tal cidadão questionar sua própria consciência para avaliar o que é mais justo entre o referendo popular proposto por Zelaya ou a re-eleição aprovada (a que preço?) pelo Congresso no Governo FHC.
Adenor,
A Constituição Hondurenha não prevê o instituto de Impeachment.
O artigo sobre a reeleição determina destituição IMEDIATA e proibição de direitos políticos por 10 anos.
É diferente do Brasil.
ZÉ Laia pode voltar e ser preso (que é o que DETERMINA a LEI e há a Ordem de Prisão expedida) ou pedir asilo em algum outro país.
Não há a menor possibilidade de ser reempossado – só pq ele, o Lula e o Chávez querem…
Re
Você esquece um pequeno detalhe, antes da aplicação da pena imposta pela Lei, precisa de julgamento justo da culpa, a favor disso, é que o Mundo Democratico está reclamando, não é só a opinião de Lula ou minha, é a opinião de todos que lutam contra a tirania.
Adenor,
A Constituição Hondurenha não prevê o “processo de Impeachment”.
Pode ser uma falha de lei deles, mas é Constitucional a deposição ordenada pela Suprema Corte de Honduras:
“De acordo com a Constituição de Honduras, o mandato presidencial tem o prazo máximo de quatro anos (artigo 237), vedada expressamente a reeleição. Aquele que violar essa cláusula, ou propuser-lhe a reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública.
A Constituição é expressa nesse sentido: “Articulo 239. El ciudadano que haya desempeñado la titularidad del Poder Ejecutivo no podrá ser Presidente o Designado. El que quebrante esta disposición o proponga su reforma, asi como aquellos que lo apoyen directa o indirectamente, cesarán de inmediato em el desempeño de sus respectivos cargos, y quedarán inhabilitados por diez años para el ejercicio de toda función pública”.”
Leia mais em:
Re
A maneira que você quer interpretar o que esta escrito, é propria dos ditadores, nem o código de Hamurabi seria capaz de prever punição que lhe satisfizesse, não preciso ler a Lei, para saber que para aplicação dela é necessário o julgamento da culpa, em palavras mais claras, Zelaya ao propror plebiscito ou referendo popular sobre a reeleição feriu ou não a constituição??, será que é tão dificil entender o óbvio
Adenor,
Não sou eu que “quero interpretar”.
O texto está na LEI.
Se vc não quer ler as leis e ordens de prisão (postei inúmeros linksm role a tela), o problema não é meu.
Assista ao menos ao filminho que postei lá em cima, antes de argumentar por “achômetro”.
A Suprema Corte hondurenha considerou Micheletti presidente legal do país. Para mim, a Suprema Corte hondurenha tem muito mais autoridade para decidir sobre a legitimidade do governo Micheletti que a comunidade internacional.
Os apoiadores do governo não podem se colocar como defensores da democracia e da liberdade já que este mesmo governo defende regimes autoritários na Venezuela, em Cuba e no Irã.
Na verdade, creio honestamente que a maior fonte de irritação de Lula não foi o golpe em si, mas sim o fato dos golpistas serem de direita. Isto pode-se notar nas falas de Lula.
Gustavo,
Assino embaixo
Huahuahaua! Derrepente surgiram altos especialistas na constituição hondurenha! Tu conhece a daki Re? Lá na Venezuela o governo distribuie elas de graça, além do mais são vendidas cópias de bolsa por centavos em feiras livres… democrático não?
OFF TOPIC,
Senador,
deu no Lauro Jardim:
Lula pede licença
Pode ser, é claro, balão de ensaio, mas efetivamente Lula tem dito privadamente a alguns de seus ministros que vai licenciar-se do cargo por três meses para fazer a campanha de Dilma Rousseff como se fosse a sua própria.
Como fica essa história?
Não seria uma tremenda irresponsabilidade?
Com Alencar doente, Temer em campanha (não pode assumir), teremos o Sarney na presimencia???
Convenhamos que Lula já está fazendo campanha há muito tempo.
Ele , Zelaya, se autodepos, ao tentar por várias vezes infringir a constituição hondurenha, só o nosso congresso é que não vê isso.Será que é difícil encontrar alguém que saiba ler em espanhol lá no senado pra por um freio no LuLLa e seus asseclas ?
Quanto à ingerência do Brasil nos assuntos internos de Honduras…
É bom ler a Constituição Brasileira:
Título I
Dos Princípios Fundamentais
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I – independência nacional;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não-intervenção;
Breve resumo sobre Honduras:
- a Constituição prevê que a mera tentativa, por parte de todo e qualquer servidor público, de alterar o sistema de eleição do presidente da República implica imediata perda do cargo (artigo 239 e alínea);
- são intangíveis as disposições constitucionais concernentes, inter alia, ao período presidencial e à proibição de que alguém seja presidente da República por mais de um mandato (art. 374);
- o presidente da República baixou um decreto propondo a realização de uma consulta sobre a convocação de uma assembleia constituinte, sendo público e notório o propósito de alterar a cláusula pétrea que proíbe um novo mandato;
- o presidente da República não obedeceu a decisão do juiz competente, confirmada em segunda instância, que suspendeu a execução do decreto;
- o presidente da República destituiu o chefe do Estado Maior das Forças Armas, quando, por força do artigo 279, apenas o Congresso de Deputados pode fazê-lo;
- a Suprema Corte acolheu a denúncia formulada pelo Ministério Público, decretando a prisão preventiva do presidente da República;
- com a vacância do cargo, este foi preenchido pelo presidente do Congresso Nacional, de acordo com o disposto no artigo 242 da Constituição;
- houve respeito ao princípio do devido processo legal, pelo menos quanto ao seu conteúdo mínimo (contraditório, juiz natural, motivação das decisões, prova lícita, etc).
Ora, se todas as afirmações acima feitas são verdadeiras — e nada até agora indica o contrário —, tudo aponta no sentido de terem sido obedecidas as regras constitucionais e legais para a deposição do chefe do Poder Executivo. O artigo 239 dispõe que a perda do cargo é imediata, isto é, ela deve ocorrer por meio de tutela de urgência, sem maiores delongas, mediante aplicação direta da norma constitucional, que, auto-aplicável, dispensa lei para adquirir eficácia.
íntegra em:
Quanto à ingerência do Brasil nos assuntos internos de Honduras… (reprise)
Convém ler a Constituição Brasileira:
Título I
Dos Princípios Fundamentais
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I – independência nacional;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não-intervenção;
na minha opiniao. foi um golpe de estado. so que o Brasil, não, sei pora ta ci metendo muito nesse assunto.
Na minha opinião, quem tem que decidir se houve golpe ou não são as instituições hondurenhas. Não é a OEA, não é a ONU, não é Obama e muito menos Lula.
Correção:
Apenas corrigindo um engano meu…
São 6 os candidatos às eleições marcadas para 29 de novembro próximo, em Honduras.
ABSURDO!!!
É esse bando de usurpadores oportuunistas que alguns teimam em defender???
Deu na Folha de S. Paulo
Zelaystas tomam controle total de missão brasileira
De Fabiano Maisonnave:
Teoricamente território brasileiro, a embaixada do país em Honduras está praticamente sob a administração de Manuel Zelaya e de seus seguidores. São eles que têm a chave do portão de entrada, que controlam o acesso às salas onde está o presidente deposto e que determinam a função de quase todos os cômodos da casa.
Para entrar na embaixada, instalada numa ampla casa de dois pisos, a reportagem da Folha foi escoltada até a entrada por um policial. Ali, entregou o passaporte a um dos militantes que, com o rosto coberto por lenços, vigiavam de cima de uma laje. Cerca de cinco minutos depois, outro militante devolveu o passaporte e afirmou que a entrada “não estava autorizada no momento”.
Depois da insistência do repórter em afirmar que era cidadão brasileiro e de uma consulta ao encarregado de negócios, Francisco Catunda, a porta foi finalmente aberta.
Dentro, uma mulher hondurenha que não quis se identificar disse que “era a encarregada de segurança” e novamente requisitou o passaporte.
No quintal, em meio ao cheiro de gás, militantes e até um jornalista subiam em duas escadas para insultar policiais que ocupam as casas vizinhas.
“Eu estou no Brasil, vocês estão em Honduras”, gritava aos policiais, em tom irônico, o americano Andrés Conteris, do site esquerdista “Democracy Now”, um dos jornalistas que estão dormindo na embaixada: estão ali uma equipe da Telesur, canal controlado pelo governo Hugo Chávez, três agências de notícias, uma TV salvadorenha e a rádio hondurenha Globo, pró-Zelaya.
Quase ninguém respeita a orientação de Catunda de não insultar policiais e de não andar com o rosto encoberto.
“Vocês não podem aceitar a provocação e reagir. Eu entendo o entusiasmo, mas não podem”, disse Catunda a dois militantes. A resposta de um deles foi a gritos: “Mas esses policiais são assassinos, matam a nossa gente nas ruas!”.
A conversa se deu numa sala que se transformou numa espécie de escritório de Zelaya. A entrada é controlada por um militante ao lado de um aviso, pregado na parede: “Área reservada. Favor não entrar”.
Outro momento tenso entre Catunda e os militantes foi na hora de montar a mesa para a entrevista coletiva: militantes de Zelaya tiraram a bandeira brasileira e a foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da sala do embaixador e as dependuraram atrás da mesa onde o presidente deposto se sentaria.
Catunda ordenou que os dois objetos fossem devolvidos imediatamente ao escritório. Os militantes concordaram. No lugar da foto de Lula, colocaram um quadro de propaganda turística do Brasil.
deposicao legal
Adenor,
Vc já disse que não gosta de ler (algum problema estomacal?)
Mas vou repetir, leia se quiser, ou cale-se para sempre
:
- a Constituição prevê que a mera tentativa, por parte de todo e qualquer servidor público, de alterar o sistema de eleição do presidente da República implica imediata perda do cargo (artigo 239 e alínea);
- são intangíveis as disposições constitucionais concernentes, inter alia, ao período presidencial e à proibição de que alguém seja presidente da República por mais de um mandato (art. 374);
- o presidente da República baixou um decreto propondo a realização de uma consulta sobre a convocação de uma assembleia constituinte, sendo público e notório o propósito de alterar a cláusula pétrea que proíbe um novo mandato;
- o presidente da República não obedeceu a decisão do juiz competente, confirmada em segunda instância, que suspendeu a execução do decreto;
- o presidente da República destituiu o chefe do Estado Maior das Forças Armas, quando, por força do artigo 279, apenas o Congresso de Deputados pode fazê-lo;
- a Suprema Corte acolheu a denúncia formulada pelo Ministério Público, decretando a prisão preventiva do presidente da República;
- com a vacância do cargo, este foi preenchido pelo presidente do Congresso Nacional, de acordo com o disposto no artigo 242 da Constituição;
- houve respeito ao princípio do devido processo legal, pelo menos quanto ao seu conteúdo mínimo (contraditório, juiz natural, motivação das decisões, prova lícita, etc).
Ora, se todas as afirmações acima feitas são verdadeiras — e nada até agora indica o contrário —, tudo aponta no sentido de terem sido obedecidas as regras constitucionais e legais para a deposição do chefe do Poder Executivo. O artigo 239 dispõe que a perda do cargo é imediata, isto é, ela deve ocorrer por meio de tutela de urgência, sem maiores delongas, mediante aplicação direta da norma constitucional, que, auto-aplicável, dispensa lei para adquirir eficácia.
íntegra em:
Friso:
O artigo 239 dispõe que a perda do cargo é imediata, isto é, ela deve ocorrer por meio de tutela de urgência, sem maiores delongas, mediante aplicação direta da norma constitucional, que, auto-aplicável, dispensa lei para adquirir eficácia.
Huauahuaha!!! Adenor faz mais serventia no Senado do que o Senador.
Saiba porque não houve golpe na República de Bananas
Por Merval Pereira
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o protoditador venezuelano Hugo Chávez encarregaram-se em questão de poucas horas de desmontar a versão oficial de que as autoridades brasileiras nada sabiam sobre a sua estratégia de regressar ao país e abrigar-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Falando à rádio Jovem Pan, o presidente deposto, Manuel Zelaya, disse que a escolha da representação diplomática brasileira foi uma “decisão pessoal”, depois de consultas feitas ao presidente Lula e ao chanceler Celso Amorim.
Já Chávez revelou, rindo, como “enganou” todo mundo, monitorando a viagem de Zelaya através de um telefone via satélite, e que quando todos esperavam que o presidente deposto estaria em Nova York, para a reunião da ONU, ele “se materializou” na embaixada brasileira. A reboque da estratégia bolivariana, o governo brasileiro está participando de uma farsa política com ares de “república de banana”, só que dessa vez o papel de interventor não é dos Estados Unidos, mas do Brasil, conivente com a irresponsabilidade de Chávez.
Um advogado paulista, Lionel Zaclis, doutor e mestre em Direito pela USP, publicou no site “Consultor Jurídico” um estudo detalhado sobre o processo de destituição do presidente hondurenho, à luz da Constituição do país, e chegou à conclusão de que não houve golpe de Estado.
Segue um resumo de seu relato: “De acordo com a Constituição de Honduras, como destacamos aqui ontem, o mandato presidencial tem o prazo máximo de quatro anos (artigo 237), vedada expressamente a reeleição. Aquele que violar essa cláusula, ou propuser-lhe a reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública.”
“(…) Em 23 de março de 2009, o presidente Zelaya baixou o Decreto Executivo PCM-05-2009, estabelecendo a realização de uma consulta popular sobre a convocação de uma assembleia nacional constituinte para deliberar a respeito de uma nova carta política.”
“(…) Em 8 de maio de 2009, o Ministério Público promoveu, perante o ‘Juzgado de Letras Del Contencioso Administrativo’ de Tegucigalpa, uma ação judicial contra o Estado de Honduras, pleiteando a declaração de nulidade do decreto (…).”
“(…) E, como tutela antecipatória, que foi aprovada, requereu-lhe a suspensão dos efeitos, sob o fundamento de que produziria danos e prejuízos ao sistema democrático do país, de impossível ou difícil reparação, e em flagrante infração às normas constitucionais e às demais leis da República, para não falar dos prejuízos econômicos à sociedade e ao Estado, tendo em vista a dimensão nacional da consulta.”
“(…) Em 3 de junho, o Juizado proibiu o presidente Zelaya de continuar a consulta. Contra essa decisão, impetrou ele um Recurso de Amparo – similar ao nosso Mandado de Segurança – perante a Corte de Apelações do Contencioso Administrativo, o qual foi rejeitado em 16 de junho.”
“(…) Assim, o Juizado do Contencioso Administrativo expediu, no dia 18 de junho, uma segunda ordem contra o presidente, tendo uma terceira sido expedida nesse mesmo dia. Em virtude dessa desobediência, o promotor-geral da República ofereceu, perante a Suprema Corte, denúncia criminal contra o presidente Zelaya, sustentando configurar sua conduta crimes de atentado contra a forma de governo, de traição à pátria, de abuso de autoridade e de usurpação de funções, em prejuízo da administração pública e do Estado.”
“(…) A Suprema Corte aceitou a denúncia em 26 de junho, com fundamento no art. 313 da Constituição e designou um magistrado para instruir o processo. Foi decretada a prisão preventiva do denunciado, com o que foi expedido mandado de captura, cujo cumprimento ficou a cargo do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.”
“(…) No mesmo dia, o Juizado de Letras do Contencioso Administrativo deu ordem às Forças Armadas para suspender a consulta pretendida pelo presidente Zelaya e tomar posse de todo o material que nela seria utilizado.”
“(…) O presidente Zelaya, então, ordenou ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas que distribuísse o material eleitoral de qualquer modo, porém o último, invocando a ordem judicial, se negou a fazê-lo, ao que foi destituído, tendo, em seguida, impetrado junto à Suprema Corte um recurso de amparo para ser reconduzido ao cargo.”
“(…) Em 25 de junho a Suprema Corte cassou o ato do presidente Zelaya, sob o fundamento de que a remoção do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas constitui ato privativo do Congresso Nacional nos termos do artigo 279 da Constituição.”
“Uma frase famosa na diplomacia brasileira é a do chanceler do governo Geisel Azeredo da Silveira, que vivia repetindo: “O Brasil não pode dar a impressão de que é uma Honduras”.
A preocupação tinha sentido: Honduras é o país inspirador do termo “República de bananas” ou “República bananeira” cunhado pelo escritor americano O. Henry, pseudônimo de William Sydney Porter, que, no livro de contos curtos Cabbages and Kings, (Repolhos e Reis) de 1904, usou pela primeira vez a expressão, que passou a designar um país atrasado e dominado por governos corruptos e ditatoriais, geralmente na América Central.
O principal produto desses países, a banana, era explorado pela famosa United Fruit Company, que teve um histórico de intromissões naquela região, especialmente Honduras e Guatemala, para financiar governos que beneficiassem seus interesses econômicos, sempre apoiado pelo governo dos Estados Unidos.
A cláusula pétrea da Constituição de 1982 de Honduras tinha justamente o objetivo de cortar pela raiz a possibilidade de permanência no poder de um presidente, pondo fim à tradição caudilhesca no país.
Estou postando um texto abaixo que vale à pena lerem…
Respondendo ao questionamento da postagem original, acredito que o que aconteceu em Honduras foi um golpe de estado.
A verdade sobre Honduras
Por: Eduardo Guimarães
Fonte: cidadania.com
“Nunca será demais dizer a verdade sobre o que está acontecendo nas Honduras da América Central, bem como pesar que conseqüências podem advir do desfecho de tais acontecimentos. Tentarei, pois, fazer este registro histórico da forma mais simples possível, sem rebuscar na linguagem ou me estender demasiadamente em pormenores, visando a fácil compreensão, por qualquer um, da situação política naquele país.
Também julgo importante, para um registro desta natureza, apresentar somente fatos inquestionáveis, de forma que, ao leitor, fique a decisão sobre que parte envolvida tem razão ou se alguma das partes a tem.
Será importante registrar, também, como os formadores de opinião (imprensa e classe política) no Brasil vêm tratando o assunto. Este país acabou assumindo um dos papéis protagonistas nessa crise – para o bem, no entender de alguns, e para o mal no entender de outros – ao conceder abrigo ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na representação diplomática do Brasil naquele país.
Vamos, pois, aos fatos.
Numa madrugada de junho de 2009, soldados hondurenhos invadiram a casa do então presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Foram ao seu quarto e o surpreenderam dormindo ao lado de sua mulher. Sob a mira de armas, levaram-no ao aeroporto de pijamas e o deportaram do próprio país, deixando a família para trás.
Em seguida, a Justiça e o Legislativo de Honduras apresentaram suposta carta de renúncia de Zelaya – carta que, desde o primeiro momento, ele nega ter escrito – e, sem votação popular alguma, “elegeram” presidente um dos opositores políticos do presidente deposto. Ou seja: o grupo que depôs Zelaya escolheu o novo presidente entre seus membros e deu posse a ele sem consultar a população.
Há que ressaltar bem a situação: o presidente eleito pela maioria dos hondurenhos foi tirado do cargo sem que tivesse tido julgamento de qualquer espécie e, assim, oportunidade de se defender das acusações que seus adversários lhe fizeram para justificar as sanções que lhe foram impostas. São acusações de ter cometido crimes que justificariam sua deposição. Elas, porém, contrastam com a opção por deportá-lo em lugar de prendê-lo e julgá-lo.
Acusaram o presidente deposto de ter convocado um plebiscito, uma consulta ao povo hondurenho sobre se o seu país deveria ou não convocar uma assembléia constituinte, ou seja, uma reunião de legisladores para escrever e votar uma nova constituição, e de Zelaya pretender que essa assembléia votasse uma lei que lhe permitisse disputar novo mandato.
Vale dizer que a vigente constituição de Honduras proíbe reforma constitucional e propositura de reeleição de um presidente, e determina que o ocupante de cargo público que proponha tal coisa perca o cargo e fique inelegível por dez anos.
Zelaya afirma que esse trecho da constituição de seu país vale para funcionários públicos de escalões inferiores e não para o presidente da República, e a comunidade das nações considerou ilegal a destituição do presidente sem o devido processo legal e amplo direito de defesa do processado, e rejeitou que a pena tenha sido aplicada antes de qualquer julgamento.
Por conta disso, nenhum país reconheceu o novo governo e sanções econômicas dessa comunidade internacional se sobrepuseram contra Honduras sob a exigência de que os que derrubaram Zelaya lhe devolvam o poder.
Os que perpetraram o que todas as instituições e países do mundo consideraram “golpe de Estado”, devido à crescente pressão internacional adotaram a estratégia de tentar legitimar pelo voto popular a interrupção de um mandato concedido de forma inquestionável pela maioria dos hondurenhos: convocaram eleição para presidente no próximo mês de novembro.
A ONU, a OEA, a União Européia e todas as demais instituições multilaterais mais importantes, bem como a totalidade dos países – Estados Unidos incluídos –, rejeitaram uma eleição comandada pelos que interromperam um mandato popular por meio de armas e de constrangimento físico sem dar ao detentor daquele mandato a chance de se defender num processo legal de perda de mandato.
Além disso, as forças de repressão do regime que se instalou depois da deposição de Zelaya passaram a atacar a tiros e a prender indiscriminadamente os milhares de cidadãos que protestam contra a deposição do presidente que apóiam, e tais forças passaram a proteger manifestações pró regime orquestradas por este regime, manifestações flagrantemente caracterizadas por empresários e pelas camadas mais ricas da sociedade hondurenha.
É neste ponto que surge uma divergência espantosa entre gigantes. Todas as instituições multilaterais e chefes de Estado de todas as grandes democracias do mundo se contrapõem aos maiores meios de comunicação de grande parte dos países (sobretudo dos meios da América Latina), que têm preferido apontar os “crimes” de Zelaya ou sua “militância política” na embaixada do Brasil, o que fazem em benefício do processo ilegal de sua destituição.
Na América Latina, primordialmente, as oposições aos governos tidos como de esquerda na região unem-se à imprensa na preferência por aqueles que a comunidade das nações chama de golpistas, termo que inclusive é adotado pela mesma imprensa que surgiu com a tese de “golpe corretivo”, ou seja, um golpe que dura apenas o suficiente para derrubar um governo que uma parte da sociedade julgue que não deve prosseguir, mas sem a menor garantia de que aquela decisão seja apoiada pela maioria.
Um fato inquestionável: a imprensa latino-americana apoiou golpes de Estado na região durante o século passado todo, tendo, inclusive, apoiado tentativas de golpe neste século, como aconteceu na Venezuela em 2002, onde uma tentativa de golpe foi defendida por meios de comunicação de vários países, inclusive o nosso.
No Brasil, políticos e jornalistas de esquerda dizem abertamente que as grandes tevês comerciais, os grandes jornais e as grandes revistas semanais apóiam o golpe em Honduras porque acalentam a idéia de que golpes como o hondurenho possam ser dados no Brasil se um governante algum dia adotar medidas que firam interesses do grupo social a que pertencem os donos desses meios de comunicação.
Também ressalta o crime internacional cometido pelo regime dito golpista, que, violando acordos internacionais, ataca com guerra psicológica e gases tóxicos a embaixada brasileira em Tegucigalpa, num desafio aberto à comunidade das nações. Os ataques derivam de o presidente deposto ter voltado a Honduras e se abrigado em nossa representação diplomática naquele país.
Manuel Zelaya foi derrubado, segundo certa corrente de pensamento, porque vinha adotando políticas sociais e econômicas inspiradas nas de seu então homólogo venezuelano, Hugo Chávez, despertando na direita hondurenha (empresariado e classes sociais mais altas) temor de “socialização” de um país que figura entre os campeões de concentração de renda no mundo, tal como o Brasil.
Não se trata de uma invenção de ninguém em particular o que todas as grandes democracias, a Organização das Nações Unidas, a Comunidade Européia, a Organização dos Estados Americanos – e quantos mais quiserem pôr na lista – concordam, ou seja, que a deposição de Zelaya, tal como foi feita, constitui ameaça ao direito dos povos do mundo inteiro de escolher governantes e de essa escolha ser respeitada.
Escrevi este texto inspirado em dúvidas manifestadas por enfermeiras da Unidade de Terapia Intensiva do hospital Santa Catarina, em São Paulo, onde minha filha de dez anos está internada. Elas manifestaram dúvidas sobre “quem teria razão” nesse caso da crise política e institucional em Honduras.
As enfermeiras disseram-se cheias de dúvidas depois de assistirem comigo, no quarto de minha filha no hospital, reportagem do Jornal Nacional sobre o assunto. Espantou-me a dúvida delas sobre quem teria razão, a Globo ou Lula. Ficou-me claro que entenderam que a emissora apóia os que derrubaram Zelaya e que Lula apóia o presidente deposto.
O claro apoio de grandes meios de comunicação e de políticos de direita a golpe de Estado num continente como a América Latina, que já sofreu tantos golpes de direita apoiados por grandes meios de comunicação, constitui-se num clichê latino-americano surrado, o das repúblicas bananeiras, imagem criada para designar republiquetas centro-americanas em que governos surgem e somem ao sabor de decisões de gabinete.
Estes são os fatos sobre Honduras. Nada do que escrevi aqui pode ser questionado. Espera-se, pois, que este texto simples e direto possa ajudar na difusão de fatos que todo brasileiro precisa entender bem, pois o processo em Honduras pode influenciar nosso futuro de maneira determinante, sobretudo se passar despercebido daquela parte enorme da população que pouco se informa.”
Quanta mentira…
Informe-se melhor.
Isso não foi uma resposta. Apresente seus argumentos que comprovem que o que foi dito é mentira…
Se não os tem, “informe-se melhor”.
Uma coisa é certa, prender o presidente e deporta-lo foi muito totalitarismo e nada democrático. Onde fica a ilegalidade, na legislação de Honduras, em solicitar uma consulta à população quanto a uma reeleição do então presidente? É para demandas desse tipo que existem emendas constitucionais. É a Lei das Necessidades Crescentes.
É a População Hondurenha quem descide. Este dispositivo é dado naturalmente à todos.
Deposição legal. Sem medo de errar.
Gente, antes de julgar, vamos aos fatos.
medidas do governo Zelaya:
- aumento do salário mínimo
- união a ALBA
- fim de contratos com grandes empresas internacionais que exerciam exploração em Honduras
- sistema de nacionalização da economia
2009 – lança referendo para convocar uma Assembleia Constituinte, visando rever as leis hondurenhas.
Ele mostra tendências a um governo com apelo popular, direcionado às grandes massas e tem alta popularidade. Decide fazer uma assembleia para rever as leis de seu país.
O que você acha que as elites vão achar ?
Outro desconhecimento de atribuição, quem deve garantir a minha manifestação livre são os Deputados, que foram eleitos para representar o povo brasileiro, os Senadores representam os Estados Brasileiros, será que até isso tenho que ensinar.
e isso podee no futuro bem proximo prejudicar o nosso país, ou seja Deus livree, de ocorrer alguma morte na embaixada ou c nao mortes no pais, por causa das manifestaçoes, e como vemos, o governo de honduras. vai culpa o Páis, e isso podee revoltar aqueles que nao sao afavor de zelaya, e nao entender a coisa, do modo serto….
Poderia ensinar-lhes como fazer politica séria, como usar o mandato conferido de forma responsavel e útil, como saber receber criticas sem precisar ser desairoso, dentre muitas outras coisas.
Adenor,
Conhece o dito popular “Quem não sabe, ensina…” ?
Em vez de apenas “pregar”, candidate-se.
Não penso ser o melhor, só não aceito a mediocridade das respostas. Quanto ao dito popular “Quem sabe faz, quem não sabe ensina” é tão neófito. Quanto ao conselho de candidatar-me, respondo com uma pergunta, é preciso saber fazer alguma coisa, para ser eleito nesse País???
O QUE VOCÊS VÃO DIZER AGORA!!!
Micheletti assume que foi um erro mandar Zelaya para fora do País, como sempre a globo faz, colocou no finalzinho da matéria para poucos escutarem http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1319813-10406,00-PECA+PARA+O+MINISTRO+AMORIM+LIGAR+DIZ+MICHELETTI.html
Adenor,
Eu disse (lá em cima) que foi um erro sim.
Veja lá a resposta que dei ao Emanuel com o trecho da Ordem de Prisão do Zé Laia (íntegra aqui: http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=1052)
“Para evitar tumultos no país o chefe do exército na ocasião optou por permitir que um avião venezuelano transportasse Zelaya para a Costa Rica (até mesmo para preservar a integridade física do meliante).
Foi o erro que Chávez aproveitou, acusando como golpe o que teria sido apenas um espécie de “asilo”.
___
Isso não invalida a deposição do meliante.
Quando Zé Laia foi “deportado” (como queiram chamar) no avião venezuelano – que estranho o avião do Chávez estar lá assim por acaso, né? – ele já não era mais presidente.
A Suprema Corte já havia assinado a DESTITUIÇÃO do cargo, emitido busca e apreensão e dado ordem de prisão preventiva pelos crimes cometidos.
Quer que desenhe??
Re
Você é ou se faz de inocente?
Opto pela segunda, a suprema corte não pode destituir o Presidente para depois averiguar se as acusações são legitimas ou não, isso é golpe de Estado, não importa por qual poder venha ser praticado. até os partidários Micheletti já estão divididos, não estou falando por “achômetro” como você citou em post anterior, o que você precisa se permitir entender é que se faz necessário provar a culpa para depois aplicar a pena, está escrito nos direitos humanos Artigo 11
I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa…..
Adenor,
Respondi lá em cima, rola a tela.
E não me venha falar em direitos humanos e defender quem apoia os Castro.
Ainda bem, só espero que o proximo tema, não seja a perereca rara, porque já vai ser mais que desespero!!!
A discussão é sobre Honduras ou sobre a saída de Marina do PT? Deixemos as baixarias para o horário eleitoral da oposição. Continuem argumentando sobre a “deposição legal”… até agora não convenceram.
Use seu próprio nickname.
Não se passe por outra pessoa.
Atenção!!! A “reclamação” :
A discussão é sobre Honduras ou sobre a saída de Marina do PT? Deixemos as baixarias para o horário eleitoral da oposição. Continuem argumentando sobre a “deposição legal”… até agora não convenceram.
NÃO FOI ESCRITA POR MIM!!!
Re,
Para quem você escreveu:
” Re
Setembro 27, 2009 às 10:22 pm
Use seu próprio nickname.
Não se passe por outra pessoa”
Espero que não tenha sido para mim, pois não preciso me esconder em duas letras ou utilizar de outros nickname para defender meu ponto de vista.
Refiro-me a esta postagem:
Re
Setembro 27, 2009 às 10:15 pm
A discussão é sobre Honduras ou sobre a saída de Marina do PT? Deixemos as baixarias para o horário eleitoral da oposição. Continuem argumentando sobre a “deposição legal”… até agora não convenceram.
Não foi escrita por mim
Re é meu apelido. Meu nome é Rejane.
Uso meu nome ou meu apelido da forma que eu quiser.
Não aceito é que alguém FINJA se passar por mim.
Setembro 26, 2009 às 12:52 pm
O que ocorreu em Honduras foi uma deposição legal, o que está ocorrendo agora é uma palhaçada arquitetada por Chavez, a entrada de Zelaya novamente no país e na Embaixada Brasileira com o aval do Lula… O Brasil se mostra como um país que refugia lixos… A cada dia fico mais decepcionado com as relações internacionais do Brasil… Nos aproximamos cada vez mais da idade da pedra…
Setembro 27, 2009 às 8:53 pm
Pergunto se nao foi golpe porque toda comunidade internacional condenou? se nao tivesse abrigo e Zelaya morresse na porta da embaixada brasileira o que voce acharia da posição do governo? ou seja voce na ditadura militar brasileira, tenho certeza que estava de braços dados aos militares, nao precisou trabalhar tem vida boa as custas do estado.Dilma estava certa nao existe ditadura leve ditadura é ditadura.